sexta-feira, 11 de setembro de 2009

NOVIDADES NO ANTRO

Dentre as quais eu posso contar (ainda residem segredos):

Algumas imagens da construção do novo espetáculo EMVÃO no blog
(clicks meus, claro!)



Matéria super especial no Guia da Semana dando uma geral na companhia!
Foi uma conversa super informal e deliciosa lá na Rio Verde. São nestes momentos que paramos pra nos olhar e verificar nossos passos... sempre bom!

Fora isso, hoje tem comemoração de 3 anos do espaço do Parlapatões. (sim, bateremos cartão!) e amanhã tem Quartett, de Bob Wilson (sim, nós temos convites!).

Mais? Visita da melhor amiga da adolescência (ops! uma delas...) e da mamãe no domingo! (ui!)

Programas incríveis o suficiente para que a gripe atual consiga estragar...

terça-feira, 1 de setembro de 2009

DINDA...


Começou há exatos dois anos. Não. Começou antes. Com uma notícia, uma barriga a crescer. Muitos planos, mais ansiedade. Há exatos dois anos ela chegou. “Bubu”! O primeiro olhar através de uma pequena janela branca de hospital, ao som de gols no estádio ao lado. Nossa primeira menina. Linda! Um amor incrível e então, a responsabilidade. Padrinhos! Orgulho, medo. Tudo se mistura e se dissolve em seus sorrisos e primeiras palavras. Está longe. Outro país, outras línguas, outras “patis”... Mas nunca distante. (agora que eu conseguia te entender? Brincar, rolar na grama?)

O tempo, às vezes, não nos deixa expressar a saudade, o tamanho do amor. Os meios eletrônicos fogem e não a encontramos.

Hoje é o seu dia e ficarei com o pensamento nela.
Pra ser feliz sempre como já é. Para continuar chamando “Pati” e “Uy”.
Mas nem tudo é cor-de-rosa nesta responsabilidade. Há o azul-menino-homem.



Pouco depois, conhecemos “Rodrigão”. Não consigo chamá-lo de outro jeito. Assim me aproximo. Assim tenho a intimidade que sei que um dia aflora. Assim sou mais “sua dinda”. Me sinto assim. Ele também está longe. Mas nunca distante. Lindos olhos claros. Olhos que já demonstram sua perspicácia diante do mundo. Parece já estar pronto...
Queria acrescentar mais, ser mais. Um dia seremos. Um dia os quilômetros e milhas minguam e seremos amigos inseparáveis. Seremos confidentes. Seremos enfim nós.
Saudades, meninos!
Parabéns Bubu!!
(o final do ano nos guarda bons momentos)

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

TRILHA SONORA DA SUA VIDA

Adoro Música
(apesar de não entender)
Vivo envolta de sons e ritmos
No carro, no trabalho, em casa, na rua
(aquelas que não gostam,
ficam na memória)
Gosto de dançar
Movimentar o som
Música é algo que me faz gostar mais
do mundo
das pessoas
do dia
(da noite eu já gosto)
Acordar com música
Dormir com música
Agora preciso escolher músicas
Criar uma trilha para imagens
da noite do dia primeiro de agosto
(adoro "noite do dia")
Não consigo.
Sugeri Chico (sempre Chico)
Sugeri Beatles
Nada funciona
Deve fazer sentido
Ter conceito
Trazer lembranças
Deve se parecer comigo
(não fui uma moça que gritava
"minha música")
Preciso de ajuda.
(não costumo pedir)
Alguma sugestão?

quarta-feira, 29 de julho de 2009

"CHEGOU, CHEGOU, CHEGOU! AFINAL QUE O DIA DELA CHEGOU..."


Pensei que demoraria mais para chegar
(sempre achamos que o tempo é maior)
Mas chega agora, este sábado, às 3h10.

Trinta.
Encontrarei-me logo em Balzac.

Estou feliz.
Mas algo começa a não se acomodar.

Pensei: terei dificuldade para envelhecer.
Não pelas rugas, aparência...
Mas pela luta entre minha mente e corpo.

Há uma semana, a derrota: gripe.
Creio que não suína.
Mas infernal (astral)
Oito horas de hospital.
Muitos reais em remédios.
Quatro dias de cama e febre e tosse e ...

O corpo implorava descanso.
A cabeça vibrava por ação.
Qualquer ação.
Festa. Bar. Cinema. Teatro. Amigos.

Sofrerei deste dilema
Há um ano já sinto.
Desejo.
Fazer o que já não consigo.

Sábado brindarei 30 anos
junto aos 50 de minha mãe.
Estou feliz.
Sei que não é para qualquer um.

(torço todos os dias para o fator genético vencer)

Que venha o tempo.
Estou de frente para encarar.

segunda-feira, 27 de julho de 2009

APESAR DE PREFERIR A VIDA NOTURNA,
MINHA VIDA É UM FILME DE SESSÃO DA TARDE.


(segunda parte da definição by Raianni Teichmann)

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Fica a dica e a saudade...


Primeiras horas em Paris. Inverno.
Sozinha. Não falava francês. 20 anos.
Logo anoiteceu e precisa sair para comer algo.
Sabia que ali havia outro brasileiro. Liguei.
Era Roosevelt!
Em pouco tempo foi designado como “meu pai parisiense”
(e eu, sua filha mais chata)
Um senhor fotógrafo! Na época, 67 anos de imagens.
Me convidou para ir ao Quick (um horror!)
Andamos muito por aquelas estreitas calçadas
antes de encarar o bom metrô.
Descobrimos Paris!
Ensinei como mexer no computador
e abri um hotmail para ele falar com a família

Hoje ele me escreve enviando seu site
com seus lindos trabalhos fotográficos

Saudades, Roosevelt!
“tumultuados primeiros dias”

Ainda guardo um cromo seu,
descartado por ser um erro.
(e adorei o erro, claro!)

www.rooseveltnina.com

terça-feira, 7 de julho de 2009

ANTRO + RIO













Passei pelo Rio sexta, sábado e domingo
Achei até o Aterro lindo...

Volto esta quinta logo cedo
Cuidar da Gilda e Alice
(Gatas da Lígia, minha melhor anfitriã)
Curtir um pouco mais de Festlip
Matar a saudade do Ruy

No blog da ANTRO,
fotos incríveis da apresentação de COMPLEXO SISTEMA na sexta.
Fiquei muito tensa. Mãos suando. Cheguei correndo.
Tudo certo. Arrasando sempre...

Sábado ANTRO pisa mais uma vez nos palcos do SESC.

Ainda é tempo...

(Ah! Se Copacabana falasse...)


Fotografia: Rodrigo Gorosito
(clique para ampliar ou veja mais acessando antroexposto.blogspot.com)

quinta-feira, 2 de julho de 2009

ATENÇÃO CARIOCAS II !!!!!

+ informações >>
Estarei lá para conferir....
E de quebra, aproveitar
dois finais de semana
no bom sol carioquês!!!

terça-feira, 30 de junho de 2009

Lá se foi Pina Bausch.
Mais um ícone.
Mais alguém responsável
pelo abrir da minha mente.
por modificar, escancarar.

Michael foi um pouco assim.
criança, eu escutava o vinil do meu pai.
tinha medo dos passos, do ranger do caixão,
mas gostava da gargalhada.
Muito nova, não pude ver seu show em SP.


Com Pina, já era mais velha.

As primeiras vezes foi por foto.
Encanto. “Preciso vê-la!”

A segunda foi vídeo.
Biblioteca do Pompidou.
Como uma preparação para encarar.

A terceira, ao vivo.
Cheguei no Théâthe de la Ville.
Poucas quadras de casa.
Cedo. Muito cedo.
A fila estava enorme.
Uma senhora avisava que já
não haviam mais senhas.

Voltei. Ainda mais cedo.
Munida de chocolate, um livro e walkman.
(sim, fitas K7 e não MP3)
O teatro ainda estava fechado.
Percebi que as pessoas da fila mesmas
organizavam as senhas.
Me senti bem com aquela auto organização.
Senti vergonha ao lembrar das filas brasileiras.
Peguei minha senha e aproveitei
durante horas a munição.
Demorou.
Mas civilizadamente comprei
um par de ingressos.
Faltavam ainda dois meses de espera...

Ruy chegou e poucos dias
depois estávamos lá,
nas apertadíssimas poltronas daquele
teatro tão lindo

Voltamos mudos.
Depois falamos muito.
Sem parar.
Dança quase sempre nos atinge mais que teatro

As quarta, quintas vezes vieram.
Favelas reconstruídas.
Diálogos em português.
Piscas e bexigas.
Solos. Movimentos.
Poesia e escracho.

Tudo solto na cabeça a dançar.
Fica a vontade de ver Café Muller...

sexta-feira, 26 de junho de 2009

ATENÇÃO CARIOCAS!!!!!


Ruy ministrará um workshop
na CAL dias 9 e 10 de julho!!
Para inscrição, é só entrar
Ah! Claro: a arte do cartaz
é minha! ; )

quarta-feira, 24 de junho de 2009

SAMBA E AMOR ATÉ MAIS TARDE...



Queria gostar de acordar cedo.
Logo ao raiar do primeiro sol.
Naturalmente. Sem nem espreguiçar.
Despertar sorrindo.
Lembrar dos sonhos.

Mas não. Tudo errado.
Calculadamente atrasado e errado.

Era assim:
Noites em claro. (ah, as noites em claro...)
Ler o jornal do dia antes do amanhecer.
E só então cair nos ombros preferidos e dormir.
Só depois do quarto ficar claro.
Ouvir a vizinha fazendo café da manhã enquanto acomodo o travesseiro.

O MUNDO INTEIRO ACORDAR E A GENTE DORMIR...*

Não posso mais.

De segunda a sexta, meu despertador toca duas vezes.
(há sempre o risco do desejo em permanecer ser mais forte)

O primeiro é na voz de Chico cantando Joana Francesa.
Covardia. Mais uma canção de ninar que um alarme...
Viro para o lado e sigo feliz.

O segundo está mais para uma sirene.
Quase um incêndio.
Para que levante da cama num pulo.
E na tela do celular aparecem os dizeres “Fudeu!”
Tempo contado para o atraso.

Nada. Nem assim.
Os gestos são lentos e drogados.
A roupa escolhida é sem graça e escura.
Não dou atenção devida aos acessórios, à maquiagem.
Passo o dia sonhando com a cama.

SERÁ QUE É TÃO DIFÍCIL AMANHECER?**

Cansaço é latente.
Mas no badalar do céu escuro, acordo!
Uma energia incrível.
Faço tudo neste momento.
Até faxina (faz tempo...)
Tudo para não encarar o sono da noite.

Quem sabe da próxima vez?

Gostarei de acordar cedo.
Gostarei de comer legumes, verduras e frutas.
Gostarei de fazer exercício. Caminhar, correr, academia.
Gostarei de ler, estudar...
Terei disciplina de fazer as unhas toda semana.
Serei organizada. Um armário em degradée. Caixas com etiquetas.

ACORDA MARIA BONITA
ACORDA, VEM FAZER O CAFÉ
QUE O DIA JÁ VEM RAIANDO
E A POLÍCIA JÁ TÁ DE PÉ ***


* Cazuza
** Chico Buarque (sempre Chico...)
*** Alguém conhece o autor? Sempre achei que fosse da minha avó...

segunda-feira, 8 de junho de 2009

ANTRO EXPOSTO MAIS REAL E VIRTUAL

Inauguramos hoje a nossa mais nova "sede".

Está lá um pouco de tudo.
Todo material, desde Entulho,
20 Motivos, Complexo Sistema...
Críticas, fotos... tantas histórias!
Um arquivo virtual de coisas que se
concretizaram neste último ano.

E não poderia ser mais divertido:
tivemos a honra de sermos apresentados
por nomes por nós tão respeitados!
[Brincadeira pura, mas que bate aquele orgulho]

Fica aqui então o meu convite para uma visita
E um obrigada, com sorriso nos olhos,
ao querido Lucio Agra, que me definiu
tão poética e caetanamente! Lindo!

E assim seguimos a nossa busca
pelo “avesso do avesso”...

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Maio. Completamos um ano oficial de Cia. de Teatro
Antro Exposto.
Nos parecem mais anos. Colhemos tanto...
O dia passou em branco...
Tantos pensamentos, acontecimentos... Estranho até. Gostamos tanto de festa.
No último domingo de maio, abrimos uma champagne alemã em casa. Guardada há alguns anos, para um momento merecedor.
Agora em Julho, um ano da estréia de ENTULHO.
O primeiro trabalho do Antro.
Gui em cena. Completo em cena.
Resultado? Um braço quebrado e várias críticas positivas.
Um ótimo começo.
Foi também o primeiro material gráfico que fiz para o Antro.
[fora o logo e as fotos dos integrantes para lançamento da cia.]
Uma noite de discussões e argumentações entre eu e o Ruy.
Ele se lembra que eu estressei, desliguei o computador,
joguei tudo que estava fazendo fora e voltei ao zero.
Valeu a pena.
É ainda um dos cartazes que todos mais gostam.
Tudo estava embebido do conceito da performance.
A sujeira, o entulhar...
O programa era entregue em um cesto de lixo, todo amassado.
[impresso em PB... verba zero!]
Fizemos uma performance urbana para divulgação.
CIDADE ENTULHADA.
Fotos do equilibrar sobre os livros em vários locais de SP.
Uma experiência incrível.
Ao fim da temporada, um presente para o Gui:
um livrinho sobre a peça.
Capa dura, laminada e mais de 60 páginas.
Lágrimas e gritos de “também quero!”. (ainda estou em dívida)
Fred Mesquita fez fotos para imprensa, e eu, que não resisto,
registrei alguma coisa também...
Segue um pouco desta história em imagens...
(clique para ampliar)
cartaz . banner
capa livro . programa amassado
programa "desamassado"
fotos de ENTULHO by "eu mesma"







registro fotográfico da performande urbana
CIDADE ENTULHADA


segunda-feira, 1 de junho de 2009

O QUE FICOU ENTRE

Acordei com o toque do telefone. Meu avô dizia "E este avião?".
Minha mãe foi para Paris este final de semana. A minha Paris.
Mas ontem mesmo recebi notícias de suas caminhadas pela famosa Avenida Campos Elíseos.
Frio na barriga. Alívio. Tristeza.
O pensamento chega às pessoas que buscam os passageiros de domingo.
Ela viajou no sábado. Por um dia.
Sentimentos estranhos se confundem. Não quero experimentá-los.
Prefiro letras pequenas hoje.

terça-feira, 26 de maio de 2009

ALGO ESTÁ ACONTECENDO ...


Tenho muito medo de agulhas.
Minha pressão despenca quando faço exame de sangue.
É irracional, infantil, quase bobo.
Mas um dia qualquer, há sete anos trás, usei meu horário de almoço e fui fazer uma tatuagem. Fui sozinha. Como tive coragem? (Não. Não doeu.)
Hoje fui à acupuntura pela primeira vez. Fiquei com o corpo cheio do meu medo. Só eu sei como foi um passo largo. Também não sei como... mas também não doeu.
Nos mudamos em dezembro de 2007 para este apartamento, de vista tão bela, mas apenas estes dias penduramos os quadros.
(o que significa pendurar quadros em nossas casas?)
Queria entender o que mudou, mas às vezes é melhor simplesmente deixar acontecer...
Gosto da mudança. Acredito nela.
Sorte que é sempre bem acompanhada...

(falta ainda pendurar as cortinas e voltar para academia)


segunda-feira, 25 de maio de 2009

ANTRO EXPOSTO VAI AO RIO


Um festival internacional de teatro.
Espetáculos de países que falam a mesma língua.
Apenas dois representando o Brasil.
Este é o FESTLIP. Festival de Teatro da Língua Portuguesa.
E um dos representantes do Brasil é COMPLEXO SISTEMA DE ENFRAQUECIMENTO DA SENSIBILIDADE.
[Bate um certo orgulho, confesso]
Esta é sua segunda edição e acontecerá no Rio de Janeiro, em julho.
Mais novidades, em breve!
Por hora, só nos resta estourar champagne...
COMPLEXO SISTEMA DE
ENFRAQUECIMENTO DA SENSIBILIDADE

Concepção, texto e direção RUY FILHO

Música original PATRICK GRANT

com DIEGO TORRACA, GUILHERME GORSKI
GABRIELA ROSAS, GIULIANA ROCHA,
RAIANNI TEICHMANN e TIAGO TORRACA

Cenografia e iluminação RUY FILHO
Figurinos JUNIA PAIVA
Preparação de ator GUSTAVO SOL
Preparação de ator convidado ALEXANDRE CAETANO
Fotografias e Design Gráfico PATRÍCIA CIVIDANES
Fotógrafo convidado FRED MESQUITA
Registro em DVD e edição final THIAGO DE MELLO

Produção CIA. DE TEATRO ANTRO EXPOSTO
Realização CIA. DE TEATRO ANTRO EXPOSTO
E CENTRO CULTURAL RIO VERDE

sábado, 23 de maio de 2009

O CÃO MAIS CHARMOSO DO MUNDO

23 de maio de 2009

Onze anos e pouco mais de 3 meses. Essa relação começou em uma segunda-feira. Ele chegou em casa em março.
Presente do Ruy. Minha mãe ajudou. Meu pai achou “invenção de moda”, mas logo o estragou com tanto mimo.
Um beagle tricolor, macho.
Como chamá-lo? Poirot, como o detetive de Agatha Christie? Lafayette, como o cão de Aristogatas? Café com leite, com sotaque paulistano? Coca? (ele tinha uma mancha branca no focinho). Eu queria chamá-lo Puto, mas não permitiram.
Por fim, Frame. Frame Boy. Eu trabalhava com fotografia, Ruy com vídeo. Perfeito.
Depois disto ganhou vários apelidos: Tico, Gordo, Lelê, Léllis, Mané, Siri Mixirica, Pamonha, Estrupício, Ticones, Baleia Pompidou, Beaglebull, Zé Miguel Wisnik, Décio Pitnini, Brunzundunda, Peitudão, Berdinazi, Silveirinha, Capacho de pulga, Albieri, R2. O último? Inútil.
Nos primeiros quatro anos de vida, destruiu tudo. Sofá, meus sapatos, todas as paredes, sifão do tanque, meias, livros, Cds, tapetes, carpetes, livros, sapatos, meias... tudo.
Neste princípio, brigávamos muito. Mas seu olhar de cãozinho da Disney tornava tudo irresistível.
Quando morei em Paris, puxava minhas roupas do armário e dormia com elas. Senti muita saudade.
Sempre muito saudável. Até arrebentar as orelhas, em 2006. Auto-hematoma. Quatro operações no total. Meses usando um cone de plástico. Os amigos brincavam “Um dia ele esquecerá que é cachorro e acenderá como um abajur!” ou “Ele será vendido na Tokstok?”. Melhor: “Ele parece um Temaki!”. Ruy achava melhor trocar as orelhas por carpetes. Os veterinários se divertiam, e cada vez se apegavam mais e mais ao Frame. Dra. Dani, Jéssica, Fernanda, Elaine, Dr. Alexandre... Ele recebe até cartão de Natal e no Orkut tem vários fãs.
E como é espaçoso. Ocupa todos os cantos da casa. E toda comida obviamente foi comprada para ele. Pode? Minha mãe diz: “É síndrome de humanização”. Ele imita o meu jeito de dormir quando rouba meu travesseiro... e fica bravo quando rimos dele.
Ano passado teve um problema sério de coluna. Houve a ordem médica: repouso. Como? Ele ainda pensa que é filhote!
Este ano, um pequeno e superficial tumor. Tivemos que castrá-lo. Será que agora ele envelhecerá? Nada. Continua roubando o tapete do banheiro e mexendo em tudo que está a seu alcance.
É inacreditável como ele nos ensina coisa todos os dias. Amar, ser amado. E principalmente perdoar.

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Há trabalhos e trabalhos. Até terça fecharemos mais uma revista. Está tudo tranqüilo, prazeroso. (ainda quero falar disto aqui, mas fica pra depois).
Tem um trabalho que me instiga muito – e que não tive como dar continuidade nos últimos meses. (Tempo, tempo... o grande inimigo.): iIlustrar os texto do blog ANTRO PARTICULAR
, escritos por Ruy Filho, coincidentemente meu marido (darão risada desta nomenclatura assumida). E viva o nepotismo!

Alguns fatores o faz ser tão interessante:
1. Fazer uma imagem que ilustre um texto é um grande desafio. E o melhor é fazê-la sem ter que explicá-lo ou figurá-lo.
2. Ter a liberdade de embutir sua opinião na imagem. (isto não é sempre possível na maioria dos lugares)
3. ver o processo de criação do texto e conhecer bem a cabeça de quem o escreve. (
intimidade lembra?).
4. Criar imagens para textos que gosto tanto! (e me orgulho sempre!)


Farei uma seleção e postarei estas “artezinhas” gráficas por aqui, aos poucos.
Fica engraçado vê-las fora do contexto. Quem se interessar, pode encontrá-las junto ao texto no blog original (é só clicar nos títulos abaixo).

[espero voltar a encontrar tempo para voltar a fazê-las...]


quinta-feira, 21 de maio de 2009

SAUDADE. PALAVRA BRASILEIRA




São mais amigos indo. Mais dois. E levam com eles uma pequena. Farão falta. Mais do que imaginam. Terça entrei na Marginal e não segurei as salgadas. Desceram pelo meu rosto. Sou assim. Deságuo fácil. Parte é felicidade por eles. A outra é uma saudade antecipada. “Saudade do futuro”. Frase daquele que se foi há mais tempo. Levou com ele uma outra. Fazem mais falta do que imaginam. São amigos. Daqueles que não se fazem mais. Serão sempre. E somos tão diferentes...
Lisboa, Hannover, Frankfurt, Monterrey... Não importa. Distancia é uma coisa estranha, e tento fazê-la relativa. Mas o corpo faz falta. Olhos nos olhos (sempre Chico). O boteco ao cair da madrugada. As risadas. As gargalhadas. Muitas. Intensas. Serão transformadas em bits, em pixels, em eletricidade. Não há calor. Mas existem as visitas (que fazem tão mal a eles). Mas há conforto nelas. Conforto do futuro. Do próximo encontro. Do saber que nada mudará, mesmo com todos crescidos, amadurecidos. Mesmo caminhando pra nos tornar mais e mais diferentes.
(Ontem faltou o abraço de adeus. Como eles queriam. Melhor assim...)

segunda-feira, 18 de maio de 2009

ESCOLHENDO VÍCIOS

Será que podemos escolher? Temos opção? Eu tenho poucos – ao menos não reconheço muitos, ou não os assumo. Não bebo, não fumo, não assisto séries na TV a cabo, não jogo videogame, não jogo. Não cheiro, não injeto, não tomo café, adoro feriado, convivo com meu cartão de crédito sem ofender ninguém, não sou nenhuma ninfomaníaca... Acredito que controlo meus excessos. Prefiro assim. Não gosto de ser controlada. Mas quando se trata da coca-cola e chocolate... A vida fica cor-de-rosa! Ou marrom, no caso. Não vivo sem. Fico irritada quando me oferecem Pepsi, Guaraná... “Você não toma suco?”. Perguntas indignadas. [e porque se ofendem tanto quando indago seus vícios?] Cheguei a mudar de bar... Desde de pequena isso. Vô Mingo me trazendo o tal líquido numa caneca azul de plástico, escondido da Vó Minda. Semana passada fui a uma degustação de chocolates premium e conheci o paraíso: Palet Or. Conhecem? Típico francês (será que sou viciada nisso também? França?), demora dois dias para ficar pronto, 70% cacau e tem uma folhinha de outro em cima. Ai ai...
O que seria do mundo com uma população em crises de abstinência? Melhor nem pensar...

Falar pode ser considerado um vício?

E dormir de manhã?
Gostaria de poder me viciar em viajar.
Gostaria de ir mais ao cinema...
Sou viciada no Ruy...
Sou viciada em reticências...

domingo, 17 de maio de 2009

sexta-feira, 15 de maio de 2009

"INTIMIDADE É UMA MERDA!!"



Esta é uma frase nossa. Repetimos, brincando todas as vezes que nos sentimos abusar entre amigos. Mas há coisa melhor? Olho no olho, dizer verdades, mesmo que cortem nossa voz. (tudo estanca, cicatriza). Não se policiar, contar palavras – apenas usar o limite do bom senso. Saber qual o ponto fraco do outro. Saber o ponto forte. Saber segredos, saber tocar pra dar arrepio. Uma risada com intenções... Intimidade é algo que prezo, que busco. Comigo, com outros. Mas ela deve ser real, singular. Às vezes demora, mas em momentos, ela brota sem perceber. Não gosto das forçadas (tem gente que a cria – estranho. Um interesse estranho). Existem coisas que só os amigos podem... Gosto disso...
[arte gráfica postada há tempos no fotolog pcividanes]

quinta-feira, 14 de maio de 2009

PRA MARTAR A SAUDADE

Quando ainda não usávamos a ajuda do Paintbrush, que dirá do Photoshop, o cartaz tinha que acontecer. Não era um problema. Papel na mão, isqueiro e vela na outra. A arte é do Sol (Gustavo Sol) – ele sempre gostou brincar com fogo! PRETEXTO PRA CARTARSE. Nossa primeira peça fora do colégio (nossa mesmo, eu também atuava... inacreditável...). Brotou em 1995 (eu com meus poucos 15 anos). O contato com Antonin Artaud. A histórica pré-estreia de Bacantes, do Teatro Oficina, no Arena de Ribeirão Preto. Resultado: Ruy largou o vestibular de medicina e deu no que deu! Montamos o espetáculo. Ruy, Sol, eu e mais Aline, Porto, Monica, Marcio. Depois tantos outros. Sandrinha, Bela, Samira, Paulo, Priscila... Um ano depois, um delicioso desafio jogado na mesa do Riveira por Helô Sales: fomos enfrentar a fria madrugada no Oficina e apresentar a peça ao Zé (Celso). “Vocês têm a virgindade necessária!”. Nosso pretexto virou segundo ato de PRA DAR O FIM NO JUÍZO DE DEUS, apresentado em 1996 no Oficina. Coisa demais para cabeças tão novas e vorazes... Mas tudo isso pra falar do cartaz...
[da esquerda para direita: Sol, Pat, Aline e Ri Porto.]

quarta-feira, 13 de maio de 2009

APROVEITANDO A DEIXA DA MOÇA DO POST ANTERIOR, LÁ VAI:

Conheci esta ruiva quando ela ainda era loira. Uma noite na Bela Paulista. Recomendação do Samir (Yasbek).Chegou sem crédito no celular. Seu pai nos ligou e pediu que a identificássemos. Fácil. Olhar perdido e inseguro. Insegurança esta que deu vazão a palavras que se multiplicavam em progressão geométrica, saindo de sua boca seca de forma tão entusiasmada, que calou ao Ruy e a mim (coisa difícil). “O Ruy só atrai gente louca mesmo!”, pensei. Mas gostei dela de cara! E assim começou uma parceria. Uma não. Várias. Ruy na direção, eu na arte de suas divulgações. Para reviver um pouquinho, cá estão alguns flyers que criei para textos da Sta. Nicolielo. Foi tudo sempre muito prazeroso. Foi não. É!


2008





2007


2005